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20171021 visita incendios ana mesquita
O PCP levou a cabo um programa de contacto com as populações e reuniões com entidades nas zonas afectadas pelos incêndios no distrito de Coimbra, com os deputados Ana Mesquita e Miguel Tiago. As visitas e reuniões decorreram nos dias 21, 22 e 23 de Outubro, tendo percorrido os concelhos de Lousã, Vila Nova de Poiares, Penacova, Arganil, Cantanhede, Tábua e Oliveira do Hospital. Na acção o PCP demonstrou solidariedade às populações e bombeiros e tomou contacto, nos locais, com os danos causados pelos incêndios de modo a poder fundamentar a sua acção aos diversos níveis.

Na visita ao Baldio de Vilarinho, Lousã, a delegação do PCP, pode confirmar a falta de políticas de ordenamento florestal, a ausência de meios de fiscalização e de Guardas Florestais, assim como a necessidade de organizar a recolha e remoção de madeiras queimadas, que em si mesmo coloca um problema devido aos riscos que lhe estão associados. Recordou-se os 150 milhões de euros tirados à Floresta Portuguesa pela então ministra Assunção Cristas e a lei dos Eucaliptos que agora foi preciso alterar, mas que conduziu ao crescimento, nos últimos anos, da área ocupada por eucaliptos.

Na visita a Serpins, a delegação do PCP, pode visitar os escombros de duas empresas afectadas pelos incêndios, uma de comercialização de lenha e madeira, outra de fabrico de móveis. Pode constatar a vontade de reerguer mas a necessidade de clarificação das linhas e mecanismos de apoio ao reestabelecimento da capacidade produtiva.

Em Vila Nova de Poiareso PCP reuniu com dezenas de populares no Centro de Convívio Casal do Gago, Vale do Gueiro e Fonte Longa e na Associação Desportiva, Recreativa e Cultural de Olho Marinho e Alveite Pequeno. Pode constatar o abandono das matas públicas, em particular a Mata de S. Pedro e a necessidade de planos de protecção civil das diferentes aldeias.

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Em Penacovao PCP reuniu com Bombeiros Voluntários, onde abordou a necessidade de reforço das equipas de intervenção permanente e dos meios locais de combate, sendo que a prevenção deveria ser a prioridade, em particular fazendo cumprir a legislação já em vigor. A delegação do PCP visitou ainda as populações de Friumes, Oliveira do Mondego, Travanca do Mondego e S. Pedro de Alva, onde pode visitar famílias desalojadas, pequenos agricultores afectados, onde ficou evidente a necessidade de um orçamento específico para a Defesa da Florestas, assim como medidas de apoio à agricultura familiar

Em Arganilna reunião com Bombeiros Voluntários de Arganil e Bombeiros Voluntários de Coja, onde ficou evidente a necessidade de constituição das 100 equipas de Sapadores Florestais e da reconstituição do Corpo de Guardas Florestais, no seguimento das propostas do PCP, assim como a necessidade de clarificação das verbas a aplicar na Rede de Faixas de Gestão de Combustível na Floresta, que tanta falta fez nos incêndios dos últimos dias e no reforço dos meios de combate aos incêndios que a realidade da floresta exige. Foi ainda abordada a perda que constituiu a destruição da Mata da Margaraça e a necessidade de reforço das estruturas do Ministério da Agricultura e do ICNF cujas dificuldades de resposta são evidentes. Ficou também evidente a exigência de reforço do apoio aos Bombeiros Voluntários. Assim como se recordou a retirada, por parte do Governo PSD/CDS, da isenção das taxas moderadoras dos Bombeiros. Na visita às povoações de Anceriz, Coja e Vila Cova do Alva ficou clara a necessidade de apoio às vítimas e de apoios ao nível da habitação, da saúde, do emprego, da reposição do potencial produtivo, mas também garantir a efectivação das indemnizações às vitimas por parte do Estado, naquilo que o Estado seja responsável.

Em Tábua o PCP pode constatar a destruição de património histórico edificado, assim como visitou uma exploração agropecuária que perdeu o efectivo de 180 ovinos e todas as instalações, incluindo uma sala de ordenha recentemente instalada. Ficou evidente que tem que existir mais apoio ao mundo rural e à agricultura sob pena de, na sequência destes incêndios, encerrarem muitas mais explorações.

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Em Cantanhede odeputado Miguel Tiago contactou com a população e empresários da Tocha. Em Fonte Martel, na freguesia da Tocha, contactaram com uma exploração agro-pecuária onde morreram queimadas 25 cabeças de gado bovino de raça marinhoa, foram destruídas instalações, alfaias e equipamentos diversos da exploração, fardos de palha, tudo estimado em muitos milhares de euros.

Em encontro com diversos lesados, junto às instalações da Cooperativa Agrícola da Tocha, designadamente de Cochadas e Caniceira que relataram os seus prejuízos com morte de mais animais, destruição de pastos e fenos, explorações florestais e agrícolas dizimadas pelas chamas, sendo muito elevados os prejuízos.

As pessoas reivindicam apoios e indemnizações do Estado para poderem recomeçar de novo as suas vidas e actividades, bem como medidas de apoio ao escoamento das madeiras ardidas a preços justos. No encontro com a administração de empresa familiar exportadora, moderna, do sector da cerâmica, a destruição é total em termos de maquinaria, matéria-prima, mercadoria final pronta a entrar no mercado. São estimados em muitos milhões de euros os prejuízos causados. Também é muito preocupante a vida e futuro imediato dos seus 139 trabalhadores e suas famílias.

Em Oliveira do Hospital o PCP visitou várias empresas destruídas pelos incêndios, duas serrações em Ervedal e Vila Franca da Beira, uma empresa de mobiliário e outra de artigos para o lar que foram completamente destruídas. Contactouainda com a população de Meruge, onde arderam casas de primeira habitação e com a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.Tendo em conta a dimensão do grau de destruição no concelho e do seu aparelho produtivo ficou evidente a necessidade de investimento público, da locação de meios do Estado de apoio às actividades económicas para que possam ser sustentáveis éfundamental para contrariar a acentuação da desertificação do interior do país.

Ficou ainda evidente que o abandono do interior, a desertificação económica e humana de vastos territórios, para a qual também contribuiu o encerramento e degradação de serviços públicos, entre os quais os do Ministério da Agricultura, assim como a falta de rentabilidade económica da exploração agrícola e florestal e a desenfreada expansão do eucalipto, o desordenamento florestal e a falta de cumprimento mínimo da Estratégia Nacional das Florestas e do Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, determinaram a falta de capacidade de resposta a estes incêndios.

O PCP deixou a todos a disponibilidade para acompanhar os lesados nas suas justas reivindicações e vai manter-se atento e no terreno no sentido de reivindicar medidas concretas de apoio às vítimas, aos bombeiros e ao aparelho produtivo desta região.

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