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20190729 manuel louzã henriques

Foi com profundo pesar que a DORC do PCP tomou conhecimento do falecimento de Manuel Louzã Henriques. A DORC do PCP endereça as mais sentidas condolências à família deste abnegado resistente antifascista e militante comunista.

Manuel Louzã Henriques nasceu a 06 de Setembro de 1933 na aldeia do Coentral, concelho de Castanheira de Pêra, Serra da Lousã. Em meados da década de quarenta vai viver para a Cidade de Coimbra onde frequenta o Liceu D. João III. Entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1954. Conclui o curso de Medicina em 1959 e a especialidade de Psiquiatria em 1961.

Foi membro activo do MUD juvenil e em 58 filia-se no PCP.

Activista estudantil, com papel em diversas lutas estudantis, nomeadamente a luta da Academia em torno do "decreto 40.900." Foi vice-presidente do TEUC.Integrou a comissão de apoio da candidatura de Arlindo Vicente e, nessa qualidade integrou o apoio à candidatura de Humberto Delgado.

Preso pela PIDE de 1962 a 1965, esteve no Aljube, em Caxias e Peniche, retomando a ligação ao trabalho do Partido depois de sair da prisão. Desempenhou tarefas na clandestinidade na organização do Partido e no trabalho de construção de unidade na reistência anti-fascista. Foi Candidato da Oposição democrática em 1962, à Assembleia Constituinte após o 25 de Abril e por diversas vezes candidato da APU e CDU em vários actos eleitorais.

Dedicou à cultura popular (rural e urbana) grande parte da sua vida. Ainda estudante integrou a TAUC e formações musicais estudantis na qualidade executante de guitarra de Coimbra. Tocava concertina com especial desenvoltura, cultivando um gosto especial pela música dos concertineiros da Serra da Lousã. Participou em encontros de cultura popular oral, deu apoio ao Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra (GEFAC) e à Brigada Victor Jara, foi palestrante nos primeiros «seminários de fado de Coimbra» (1978 e ss.) cuja evolução acompanhou de perto.

Influenciado pelos trabalhos etnográficos de Ernesto de Veiga de Oliveira, Benjamim Pereira, Jorge Dias e Michel Giacometti, iniciou na década de 1960 a actividade de coleccionador de instrumentos musicais populares e de alfaias agrícolas numa atitude de questionamento do discurso oficial da ditadura fascista acerca da "felicidade do povo".

Os artefactos rurais da colecção foram cedidos à Câmara Municipal da Lousã e incorporados no Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques. Os instrumentos musicais, recolhidos em Portugal e no estrangeiro, estiveram expostos, entre 2004 e 2013, no edifício do antigo posto de turismo, no largo da Portagem e no Pavilhão Central da Festa do Avante! e na edição de 2017 da Festa.

Para além da colecção de instrumentos musicais, Louzã Henriques possuía um importante espólio de máquinas de escrever, instrumentos médicos, máquinas de reprodução sonora (expostas em 2014 no Museu Nacional Machado de Castro), acompanhando a exposição regular dos objectos de palestras de muito relevante valor cultural.

Com profundo pesar a DORC do PCP reafirma a importância do exemplo de Manuel Louzã Henriques, na luta em defesa da Cultura enquanto direito, na luta contra o fascismo, na luta pelas conquistas e valores de Abril no futuro de Portugal, na Luta pela construção de uma sociedade nova, sem exploradores, nem explorados.

Como disse o próprio Manuel Louzã Henriques "Há limites para o conhecimento, mas não há limites para os dedos que apontam as estrelas."

A DORC do PCP

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