Esta acção do PCP insere-se no movimento geral de luta dos trabalhadores e do povo português contra a política de direita. Tem como objectivo o combate ao aumento do custo de vida; pelo aumento dos salários e pensões; pela paz, contra a guerra; Denunciar que a solução não é desviar recursos para a guerra e para benefícios para os grupos económicos.
O que se impõe é outro caminho:
- Lutar pela paz, cumprir a constituição da república portuguesa;
- Fixar e regular preços. Dos alimentos, combustíveis, energia e da botija de gás;
- Aumentar salários e pensões, como medida de dinamização da economia e do mercado interno;
- Abandonar o Pacote Laboral do governo PSD-CDS – projecto de aumento da exploração e empobrecimento;
PSD, CDS, com apoio do CH e IL atrelaram o país à guerra. Vergaram-se indignamente aos interesses do imperialismo dos EUA, permitiram o uso do território nacional para a passagem de máquinas de guerra e de destruição em agressões ilegais.
Como disse o camarada Paulo Raimundo na XI Assembleia da Organização Regional de Coimbra do PCP, no dia 16 de Maio : PSD, CDS, CH e IL são responsáveis por cada cêntimo de aumento do custo de vida resultado desta política imperialista, agressiva e ilegal e da especulação oportunista associada:
Responsáveis pelos quase 40€ que custa uma botija de gás, ao mesmo tempo que garantem lucros da galp na ordem dos 1312 Milhões de euros em 2025.
Responsáveis pelos 260€ que custa o cabaz alimentar básico, não desligado dos 1006 milhões de euros de lucros da Sonae e a Jerónimo Martins.
O governo PSD, CDS, com o apoio do CH e IL, tornou-se um escritório de gestão dos interesses dos grupos económicos. A cada problema das pessoas, responde abrindo mais áreas de negócio para o benefício só de alguns.
- Na habitação, desregulando e promovendo a especulação. Como resultado aumento de 17% dos preços das casas no distrito e rendas médias de mais de 800€;
- Na sáude, atacando profissionais, beneficiando os grupos privados da saúde. A ministra da saúde veio a Penacova promover o negócio e as USF Modelo C – de gestão privada. O que é público é de todos, o que é privado só garante lucros para alguns!
- Na Acção Social Escolar dificultando o acesso e elitizando o Ensino Superior;
- Na segurança social, favorecendo os fundos de pensões, colocando o futuro na roleta da especulação dos mercados;
- Nas borlas fiscais para o capital, que se traduzem em mais dificuldades para o povo. Bem patentes nos lucros da banca e na 1661 milhões de euros de lucros da EDP;
4. O Pacote Laboral do PSD/CDS, das confederações patronais e dos que o apoiam, CH e IL, mantém o que é negativo na lei actual e quer impor mais ataques, mais exploração e mais retrocesso;
- Legaliza os despedimentos sem justa causa;
- Generaliza ainda mais a precariedade. Aumentando a duração dos contratos a termo, facilitando subcontratações;
- Desregula ainda mais os horários. Impondo o banco de horas individual, que na prática é trabalho extra não pago;
- Ataca direitos d maternidade e paternidade;
- Facilita caducidade das contratação colectiva, isolando ainda mais os trabalhadores;
- Limita o direito à greve e à organização e acção sindical.
Eles podem muito, mas não podem tudo! A Greve Geral de 11 de Dezembro passado fez ver a força dos trabalhadores. As trapalhadas do governo e as cambalhotas de forças políticas devem-se ao poder da luta. À poderosa greve geral, com impactos muito importantes no país e no distrito, seguiram-se várias acções de luta, a manifestação nacional de 17 de Abril, a poderosa manifestação popular do 25 de Abril, a enorme jornada de luta do 1 de Maio. Coloca-se agora como determinante ajudarmos a construir uma grande greve geral no dia 3 de Junho.
Junto dos trabalhadores, dos democratas e patriotas aumentar o caudal da luta e derrotar o Pacote Laboral. Não vamos desistir, o pacote é para cair!







