
A maioria municipal de PS/LV/PAN/CPC anunciou o corte de mais de 100 horários em 20 linhas dos SMTUC. Estes cortes, que foram muito mais longe que em anteriores épocas estivais, vêm após alterações de linhas e horários a propósito da entrada em funcionamento do metrobus, que desestruturaram percursos e horários e criaram dificuldades aos utentes.
O executivo e o conselho de administração afirmam que estes cortes se destinam a adequar a oferta à capacidade operacional dos SMTUC e a admitem a concessão a privados. Isto confirma que se trata de um ensaio para adequar a operação dos SMTUC aos interesses da concessão a privados e não às necessidades dos utentes. Este objectivo existe há anos e alia a não resolução de problemas estruturais, a degradação de serviços e a pioria de condições de trabalho, para justificar a entrega a privados. Mas a adequação da operação aos interesses de um privado implica também o corte de linhas e horários. O privado quer que lhe garantam lucros, sem grandes encargos operacionais.
O exemplo da privatização da Rodoviária da Beira Litoral ilustra bem as consequências de um processo de concessão, com o que significou de cortes de carreiras, aumento de preços, degradação dos serviços e até na degradação de salários e condições de trabalho na empresa. Portanto a entrega a privados significará sempre uma aceleração da degradação do serviço, uma redução de oferta do serviço prestado e aumentos generalizados de preços. A concessão não servirá os interesses dos utentes, nem dos trabalhadores, nem do município, servirá sempre a acumulação de lucros privados.
O PCP e a CDU combaterão este plano, defenderão o serviço público de transportes e apelam à luta da população e dos trabalhadores contra a empresarialização ou concessão a privados dos SMTUC.







