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20200529 florestas e esvaziamento do ministério da agricultura

São muitos os problemas que o Sector da Agricultura e das Florestas enfrenta no distrito de Coimbra, aliás como em geral acontece no nosso País. Problemas que as políticas dos sucessivos governos não só não resolveram como até agravaram.
O actual governo do PS retirou o Sector Florestal do âmbito do Ministério da Agricultura e meteu-o no Ministério do Ambiente e da Acção Climática. Trata-se de uma opção governamental muito controversa e contra a qual a Direcção da Organização Regional de Coimbra (DORC) do PCP se pronuncia.
O Ministério da Agricultura é esvaziado de funções e competências, como as que tinha com a Floresta, as quais resultaram do processo de democratização política e administrativa que se seguiu ao 25 de Abril de 1974.
É uma opção errada que introduz mais um factor de disfunção e complicação ao dividir administrativamente “por decreto”, aquilo que a actividade agro-florestal consagra através da unidade socioeconómica que há, no terreno, entre a produção agrícola familiar e a floresta de uso múltiplo. A agricultura e a floresta são um todo, complementares uma da outra.
As opções do governo do PS só se compreendem como uma cedência aos interesses da indústria da transformação de madeira e da cortiça.
A desarticulação do Ministério da Agricultura, a liquidação da extensão rural e a falta de resposta à exigência da formação profissional, representa para os agricultores cada vez mais encargos financeiros cobrados pelas empresas. A falta de apoio aos pequenos e médios agricultores constitui um enorme retrocesso.
FLORESTA NO MINISTÉRIO DO AMBIENTE É ERRADO
Não se percebe a razão pela qual a Floresta passa para o Ministério do Ambiente. É legítimo interpretá-la como sendo em obediência a mais uma ordem proveniente da grande Indústria de transformação de madeira e de cortiça, grande indústria que está apostada em também lucrar nos negócios que já acontecem em torno da “retenção do Carbono” da atmosfera – onde a floresta tem papel decisivo - dos “mercados (leilões) das licenças de emissão do Carbono” e da especulação aí reinante, matérias que são da tutela do Ministério do Ambiente e da Acção Climática.
Os problemas vão continuar com a monocultura das grandes manchas contínuas de eucalipto. A não reconversão da floresta, a partir do Estado, envolvendo os agricultores e produtores florestais, tenderá a agravar o sector florestal.
A manutenção dos baixos preços da madeira na produção, durante décadas, é um problema estruturante. Sem fazer aumentar o preço da madeira na produção não se resolvem os problemas crónicos da floresta. Se a indústria não assume o escoamento, a preço justo das madeiras, o Estado tem de intervir nas falhas de mercado em toda a fileira, substituindo-se aos privados; a economia, os agricultores e produtores florestais têm que estar à frente dos interesses mesquinhos de sectores não patrióticos.
O ciclo dos incêndios florestais reduz praticamente a zero os rendimentos dos agricultores já que a madeira ardida tem muito pouca procura, os preços tornam-se ridículos e a madeira acaba por apodrecer na mata.
26 Maio 2020

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