Quanto vale um voto no executivo camarário?
É com estupefacção que o PCP faz eco das reacções de surpresa dos munícipes quanto à nomeação da vereadora da Câmara Municipal de Coimbra eleita pelo Chega para o cargo de gerência-executiva do ITAP. Sendo certo que a convergência entre a vereadora e o executivo tem sido evidente, da aprovação do Orçamento Municipal à suspensão do PDM, não se esperaria que fosse tão longe o desplante da autodenominada “coligação de esquerda” com muleta de extrema-direita, ainda que recentemente desvinculada da origem formal.
Sendo “missão do Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra – ITAP, prestar um serviço de educação e formação de excelência”, a indicação da vereadora (até há pouco) do Chega corresponderá ao reconhecimento de méritos que não os da proximidade ao serviço prestado pelo ITAP.
Desconhece-se na nomeada um percurso profissional no âmbito da educação e especificamente da educação profissional e artística, fundamental seja no plano executivo seja pedagógico. Um gerente-executivo que não evidencie competência para o cumprimento dos objectivos formativos do ITAP dificilmente servirá os seus objectivos específicos.
O PCP considera que o respeito pelos alunos do ITAP, pela instituição e pelos próprios munícipes no geral exige muito mais do que voluntarismo e amadorismo, não devendo, em nenhuma circunstância, ser moeda de troca em arranjos de poder camarários.
O PCP repudia assim esta nomeação, questionando as suas reais motivações e desafiando PS, Livre, PAN e CpC a posicionar-se face a esta escolha e à nova amizade da sua “coligação de esquerda”.







