Incêndios Florestais e Rurais no Concelho e na Região - “Mais vale prevenir que remediar“!
E a inacção é “combustível” para os fogos em Portugal
Este mês de Agosto de 2025 ainda não acabou e já está a ser dos piores períodos, com Incêndios Florestais / Rurais extensos e muito violentos. A queimar vastas áreas com Floresta, Explorações Agrícolas e Pecuárias e também muito mato. A trazer as Populações em pânico e os Bombeiros extenuados. A provocar graves prejuízos do ponto de visto económico e ambiental. A mostrar mais uma vez falhas inadmissíveis na utilização dos principais meios de combate, designadamente dos aéreos. E também a falta de outros meios ao dispor, inclusive de processos de coordenação no terreno para uma maior eficácia no combate às chamas.
Assim voltou a acontecer no concelho de Oliveira do Hospital e Região.
Ora isto não pode continuar ! A Floresta e o Mundo Rural podem ser – têm que ser - um bem a usufruir com mais sossego e com outro e melhor proveito. Isto também implica programar e executar, no terreno, uma (muito) melhor Prevenção e uma melhor defesa contra os Incêndios.
CDU volta a exprimir a sua solidariedade activa para com as Populações afectadas e que com tanta coragem reagiram ao flagelo. Também se manifesta toda a solidariedade para com os lesados e também para com as Corporações de Bombeiros e outros Agentes envolvidos no combate às Chamas.
O aconselhável bom senso e a sabedoria popular há muito proclamam que “mais vale prevenir que remediar !” e a experiência diz que a prevenção dos fogos dever ser feita no Inverno. Portanto, haja mais sabedoria a apoiar a acção prática, a começar pelas Entidades vocacionadas para este assunto, das Autarquias, ao Governo (ao ICNF, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas) e aos vários “comandos operacionais” do ataque às chamas ! Sem esquecer a informação e a preparação das Populações para o flagelo.
Mais planificação atempada da Prevenção de Incêndios !
No rescaldo – esperando que, entretanto, não aconteçam mais desgraças do tipo – já sabemos que ardeu parte substancial da Cordilheira Central, com a Serra do Açor e a Serra da Lousã seriamente afectadas. Com o fogo a “morder” algumas das vertentes da Serra da Estrela e da Serra da Gardunha. Com áreas supostamente “protegidas” a servirem de pasto “fácil” para as chamas. Lamentavelmente, são já muitas e muitas dezenas de milhar de hectares ardidos na Região. Até quando vamos ter destas desgraças ? !
A nível municipal, há a “Comissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios” e a “Comissão Municipal de Protecção Civil“, ambas sob chefia do Presidente da Câmara (que pode delegar funções). Como indica a própria designação, cada uma dessas Comissões têm a sua função específica embora devam funcionar com mútuo conhecimento das respectivas acções principais.
Democratizar a planificação de acções de Prevenção de Incêndios e de Protecção Civil, para acautelar melhor o Futuro.
Todavia, em regra desconhece-se o que acontece com e nessas Comissões. Assim, importa democratizar o respectivo funcionamento, desde logo envolvendo no seu trabalho sistemático as 17 Freguesias e os seus Autarcas bem como as Populações. Ora, isto não tem acontecido entre nós e deve acontecer na salvaguarda do futuro.
Logo a seguir, por imperativo sócio-económico, ambiental e institucional vem a acção prática de Ordenamento do Território e, neste, das áreas Florestadas e a (re)Florestar, tendo sempre em conta a Prevenção e o combate aos fogos. Haja mais competência para isso !
Lembremos aqui vários dos instrumentos oficiais existentes e que pouco têm sido devidamente utilizados pela Autarquia Municipal e em consequência também a nível das Freguesias. A saber :
-- Programa “Aldeia Segura” – Programa de “Protecção de Aglomerados Populacionais e de Produção Florestal” - Limpeza e recuperação da “Rede Primária” de caminhos agro-florestais – Programa “Pessoas Seguras” em que, neste último caso, se “treine” situações como o que fazer para proteger uma Aldeia e sua População durante um fogo próximo.
Há ainda os “Condomínios de Aldeia” para limpeza de zonas circundantes e, por exemplo, as “AIGP-Áreas Integradas de Gestão da Paisagem”, tudo isto a democratizar também com uma muito maior cobertura da malha urbana e rural do Concelho. Porém, cabe relembrar o anterior “falhanço” prático das Chamadas “ZIF, Zonas de Intervenção Florestal” para não incorrer em novos erros e falhas, designadamente a nível da respectiva gestão, sabendo-se até que, em última análise, a responsável institucional pelas AIGP é a Câmara Municipal que é a Entidade promotora desses projectos…
No rescaldo dos Incêndios, Câmara Municipal e Governo anunciam apoios a atribuir aos lesados.
Regista-se com expectativa o anúncio de várias medidas com apoios e quer por parte do Governo quer por parte da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. São ajudas muito dirigidas aos lesados neste momento difícil.
São também ajudas bem-vindas e reclama-se que venham depressa e desburocratizadas. E que sejam completadas por outras medidas mais como, por exemplo, a criação, no terreno, de processos de limpeza das áreas ardidas e de fixação de solos, assim como de concentração da madeira “salvada” dos fogos para venda controlada por forma a obter algum rendimento mais aos Proprietários, Produtores Florestais e Compartes dos Baldios.
E desde já que o Governo invista muito mais verba do Orçamento do Estado para Prevenção dos Incêndios e para um correcto Ordenamento da Floresta e dos Territórios.
Mais vale prevenir que remediar!
Pel´ a CDU de Oliveira do Hospital.