Os distritos de Coimbra e Leiria acolheram as Jornadas parlamentares do PCP sobre as intempéries que assolaram o país no início de 2026.

No distrito de Coimbra Deputados e dirigentes do PCP contactaram com população sobre impactos das cheias na Ribeira de Eiras em Coimbra. Em Fevereiro de 2026 o caudal a ribeira de Eiras galgou as margens, destruiu infraestruturas (pontes e barreiras) e inundou casas, e afectou várias famílias e negócios.

Passados 5 meses ainda há habitantes sem água, sem luz, sem acesso à habitação e sem qualquer apoio. Houve quem visse a casa e o carro destruídos. Passados meses de muitas promessas e propaganda, uma ponte ainda se encontra suspensa e escorada com calços de madeira.
Vários moradores denunciam “jogo do empurra” das responsabilidades entre seguradoras, Câmara Municipal e outras entidades. A propaganda da Câmara e do Governo nos dias das tempestades contrasta claramente com a realidade de quem perdeu parte importante da sua vida O PCP visitou o local, encontrou-se com populares que exigem apoios e soluções estruturais para prevenir situações semelhantes.

Uma delegação do PCP encontrou-se com agricultores junto ao inicio do canal de rega junto à Mara Nacional do Choupal e deslocaram-se ao local das obras junto à A1. Os apoios prometidos pelo Governo PSD/CDS, na sequência das intempéries do início de 2026, tardam em chegar aos agricultores do Baixo Mondego. Há vários exemplos de agricultores que se candidataram a várias medidas de apoio e que ainda não receberam nenhum apoio, nem o apoio de 10 cêntimos por litro de combustível.

Apesar da água já estar a circular no canal de rega principal da Obra Hidroagrícola do Mondego, as obras decorrerão até ao fim do ano, o que coloca incerteza nas campanhas futuras. As intempéries trouxeram à luz a falta de monitorização e de reparação regular e adequada por parte da APA.

É fundamental dotar as estruturas públicas de meios para monitorização da obra e é necessário atribuir verbas para a finalização da obra hidroagrícola do Mondego, tal como o PCP propõe, para permitir outra gestão hidrológica da Bacia do Mondego

Uma delegação do PCP contactou ainda com a população sobre EN110. A EN 110 encontra-se cortada ao trânsito desde Janeiro, devido a um deslizamento de terras associado aos efeitos das intempéries que assolaram o país. O corte na estrada, na zona do Miradouro do Sr. Justo, no Casal da Misarela, em Coimbra, impossibilita a ligação entre Penacova e Torres do Mondego.

Há muitas outras situações de interrupções da circulação e risco de aluimentos noutras vias no distrito de Coimbra. A EN 2, também em Penacova, ou a EN 347, em Penela são mais dois exemplos. Passados 5 meses as populações exigem soluções, investimento e alocação de meios por parte do Governo e das Infraestruturas de Portugal para a reposição das condições de circulação.











