Quando se luta nem sempre se ganha mas, quem não luta perde sempre! A recente vitória obtida pela população de Vila Verde contra a exploração de caulinos na sua Freguesia é bem a demonstração de que a Unidade faz a Força. Com efeito, o recente anúncio do abandono do projecto para a exploração de Caulinos no Lugar da Feteira é o exemplo disso. Foi a organização e luta desses moradores, que forçou a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal a ter de tomar pardo e a não ignorar o problema. Consciente do seu papel no apoio incondicional a esta luta popular, não pode o PCP, deixar de saudar o papel da Comissão de Luta então criada que, com a sua determinação impediram que este atentado ambiental fosse concrezado. O PCP recorda, no entanto, que os perigos que pairam sobre a Freguesia e a sua população não terminaram e vão necessitar da mesma determinação para os enfrentar. No que refere ao PCP, o mesmo connuará atento e solidário com a população de Vila Verde. Viva a Unidade e Luta da População de Vila Verde! A Luta vai ter de connuar!
NOTA DE IMPRENSA DAS DIRECÇÕES DAS ORGANIZAÇÕES REGIONAIS DE COIMBRA E VISEU DO PCP
Num quadro de aprofundamento das injustiças e do brutal aumento do custo de vida, as declarações do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitindo a introdução de portagens no IP3 após conclusão das obras de requalificação em curso revelam uma opção política que o PCP rejeita e que colide com os interesses da região e das populações.
O n.º 2 do artigo 208.º da Lei n.º 73-A/2025, de 30 de dezembro, estabelece que, durante 2026, o Governo desenvolve os procedimentos necessários para a integral requalificação e duplicação do IP3, “garantindo que a via se mantém sem qualquer tipo de portagens”. Esta norma resulta da proposta de alteração 950C apresentada pelo PCP ao Orçamento do Estado para 2026.
Para o PCP, não é aceitável transformar uma obra pública essencial num negócio de alguns à custa das populações e das empresas. O IP3 é uma via estruturante. sucessivamente adiada durante décadas e sem alternativas viáveis. A requalificação e duplicação do IP3 não são uma concessão às populações: são uma responsabilidade do Estado, uma exigência de segurança rodoviária e uma condição necessária ao desenvolvimento económico e social da região.
Também não faz sentido invocar a coesão territorial e, ao mesmo tempo, admitir uma solução que acrescentaria custos permanentes às deslocações de trabalhadores, às famílias, aos pequenos e médios empresários e ao transporte de mercadorias entre o litoral e o interior. Para o PCP, a coesão territorial exige investimento público e acessibilidades seguras e gratuitas, e não a transferência do custo desse investimento para quem é obrigado a utilizar diariamente a via.
Para o PCP, o que se exige agora ao Governo é que cumpra a Lei do Orçamento do Estado para 2026, concretize os procedimentos necessários, assegure financiamento, calendário e execução das obras e respeite a determinação de que o IP3 se mantenha sem qualquer tipo de portagens.
No segundo dia da «Festa do Avante!», decorreu no espaço da Organização Regional de Coimbra do PCP o debate "O Rio Mondego e a luta pela água". O painel foi composto por: Adelaide Gonçalves, deputada na Assembleia Municipal da Figueira da Foz e membro da Direcção Regional do PCP (DORC); Diogo Curto, membro do Executivo da DORC; João Abrantes, engenheiro que integrou a equipa técnica da Obra Hidroagrícola e membro da Comissão de Freguesia dos S.A. dos Olivais do PCP e João Abreu, Presidente da Junta de Freguesia de Meruge (O. Hospital) e membro da DORC.
Durante cerca de uma hora, foram discutidas as várias vertentes da gestão dos recursos hídricos, determinante em todos os aspectos da nossa vida. Descreveu-se as lutas que actualmente os comunistas travam na região ao lado das populações, seja pela remunicipalização da gestão da água em baixa (como no caso da saída do Município de Penacova da APIN), seja pela conclusão da Obra Hidroagrícola do Baixo Mondego e a inclusão dos agricultores na gestão do caudal, seja contra a exploração e degradação do ambiente por projectos industriais à margem da Lei e do escrutínio público (como as queijarias da Serra da Estrela ou a extracção de caulinos no Baixo Mondego), seja contra a desagregação e descaracterização dos organismos públicos que deveriam prevenir estes problemas, mas que muitas vezes são cúmplices do mesmo poder económico que os promove.
Depois de algumas contribuições do público, o debate encerrou com a garantia expressa de que o PCP não abdicará de lutar pelo controlo soberano e democrático deste recurso tão valioso. Porque "a água, quando cai do céu, é para todos".
Alterações ao trânsito não fornecem alternativas e agravam problemas!
As alterações na circulação anunciadas pelo Executivo Municipal - PS, LV, PAN, CpC - vêm dificultar a vida de quem vive e trabalha na Baixa e na Alta de Coimbra. Sobrecarregam o trânsito nas já saturadas Avenida Fernão de Magalhães e Rua de Aveiro. Não apontam uma verdadeira coordenação e integração das várias formas de transportes. Não apontam soluções claras para acesso ao Mercado Municipal e ao Comércio da Rua da Sofia e da Baixa. Reduzem acessos à Alta. Nada dizem sobre parques alternativos de estacionamento. São anunciadas sem promover a participação e o esclarecimento de habitantes e comerciantes.
Está cada vez mais difícil circular em Coimbra. A falta de planeamento de obras no espaço público, a destruição de ferrovia, a concentração de serviços na zona dos Hospitais, a falta de ordenamento, a falta de estacionamentos, as dificuldades nos transportes são alguns dos aspectos que têm agravado os problemas de trânsito. A alterações anunciadas, para além de não encontrarem soluções, vêm agravar alguns destes factores.
O PCP defende:
1. A promoção de uma verdadeira participação das populações. É preciso ouvir os alertas da população e dos comerciantes e lojistas, tê-las em conta e agir em conformidade.
2. Uma verdadeira coordenação dos transportes. As alterações e suprimentos de linhas dos SMTUC, acrescentam constrangimentos, aumentam custos e obrigam a mais transbordos. (um exemplo: O percurso entre a Solum e a Estação velha podia fazer-se em apenas uma viagem e passará a ter que se fazer dois transbordos). Tal como o PCP denuncia há anos, a entrada em funcionamento do Metrobus trouxe dificuldades acrescidas para os SMTUC. Uma solução feita a remendos que procura adequar a cidade ao sistema de Metrobus e não o sistema de transportes à cidade, como seria adequado e lógico.
3. Ligação entre a Estação de Coimbra-B e a Estação Nova não pode ter custos para o utente da ferrovia. O encerramento da Estação da Cidade foi um erro. Os utentes da ferrovia que, até agora, podiam aceder à Estação Coimbra Cidade com o bilhete do transporte ferroviário, terão agora que usar outro meio de transporte, mas não podem ter custos acrescidos.
4. Construção de maisParques de Estacionamento, ordenados, gratuitos e com ligação aos transportes públicos. A população, o comércio, os que trabalham na baixa serão amplamente prejudicados com o fim da gratuitidade do estacionamento no convento. Sem alternativas de estacionamento, aumentarão os impactos negativos na Baixa. 5. Uma cidade para viver, não para especular! A alteração do Plano Director Municipal abre portas à especulação imobiliária em zonas de Coimbra apetecíveis aos interesses económicos. Os espaços à beira rio já estão a ser apropriados por fundos imobiliários (i.e. Edifício da Cooperativa Agrícola). A deslocação da Presidente da Câmara de Coimbra a várias feiras de mercado imobiliário, adensa as preocupações. 6. Combate à concessão ou empresarialização dos SMTUC. A entrega de um serviço público a privados significa sempre uma aceleração da degradação do serviço, uma redução de oferta e aumentos generalizados de preços.
7. Protecção do comércio tradicional. A promoção das grandes superfícies comerciais, contrasta com as dificuldade criadas ao pequeno comércio e cria uma pressão para a descaracterização e definhamento da cidade.
A luta das populações será fundamental para exigir uma cidade para se viver e trabalhar, assim como uma gestão municipal liberta dos grandes interesses económicos. A população de Coimbra pode contar com o PCP e com a CDU para lutar por uma outra política no poder local em Coimbra!