Como é do conhecimento, os Centro de Resposta Integrada auferem de capacidade de resposta de apoio clínico, psicológico e social servindo o propósito e objectivo da reinserção social e redução de riscos para os utentes e a sociedade. A actuação das suas equipas, ao longo do território, constitui um pilar na execução e promoção da saúde de proximidade, combatendo, por seu lado, o mero recurso à institucionalização.
O pólo em questão abrange a sua intervenção para além do concelho da Figueira da Foz, actuando também nos concelhos limítrofes, nomeadamente os de: Cantanhede, Mira, Arazede, Montemor-o-Velho, Pereira do Campo, Soure e Tocha. No contexto da sua dimensão geográfica, que se reparte em vários concelhos do distrito de Coimbra, a equipa acompanha cerca de meio milhar de utentes.
A actual situação do pólo da Figueira da Foz poderá colocar em risco a sua intervenção, deixando sem resposta uma população vulnerável que necessita de apoio especializado em comportamentos aditivos com ou sem substâncias. A dificuldade de definição de uma resposta e a sua ausência servirá, também, para fragilizar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde. O seu potencial encerramento terá, também, consequências para com os seus profissionais, que se virão obrigados a deslocações maiores diárias, de forma a cumprirem os seus objectivos e o acompanhamento da comunidade.
Deste modo, o Grupo Parlamentar do PCP questionou o Ministério da Saúde sobre o seguinte:
1- Está o Governo ocorrente da situação de fecho do estabelecimento do pólo da Figueira da Foz do CRI de Coimbra?
2- Está o Governo a prever medidas que acautelem as condições de trabalho e os postos de trabalhos dos membros da equipa?
3- Quais são as medidas que o Governo pretende tomar junto do ICAD e do Município?


















