No segundo dia da «Festa do Avante!», decorreu no espaço da Organização Regional de Coimbra do PCP o debate "O Rio Mondego e a luta pela água". O painel foi composto por: Adelaide Gonçalves, deputada na Assembleia Municipal da Figueira da Foz e membro da Direcção Regional do PCP (DORC); Diogo Curto, membro do Executivo da DORC; João Abrantes, engenheiro que integrou a equipa técnica da Obra Hidroagrícola e membro da Comissão de Freguesia dos S.A. dos Olivais do PCP e João Abreu, Presidente da Junta de Freguesia de Meruge (O. Hospital) e membro da DORC.

Durante cerca de uma hora, foram discutidas as várias vertentes da gestão dos recursos hídricos, determinante em todos os aspectos da nossa vida. Descreveu-se as lutas que actualmente os comunistas travam na região ao lado das populações, seja pela remunicipalização da gestão da água em baixa (como no caso da saída do Município de Penacova da APIN), seja pela conclusão da Obra Hidroagrícola do Baixo Mondego e a inclusão dos agricultores na gestão do caudal, seja contra a exploração e degradação do ambiente por projectos industriais à margem da Lei e do escrutínio público (como as queijarias da Serra da Estrela ou a extracção de caulinos no Baixo Mondego), seja contra a desagregação e descaracterização dos organismos públicos que deveriam prevenir estes problemas, mas que muitas vezes são cúmplices do mesmo poder económico que os promove.

Depois de algumas contribuições do público, o debate encerrou com a garantia expressa de que o PCP não abdicará de lutar pelo controlo soberano e democrático deste recurso tão valioso. Porque "a água, quando cai do céu, é para todos".








