Os visitantes da Festa do Avante poderão participar em dois momentos de debate no Espaço de Coimbra: um de solidariedade com a luta do Povo da Colômbia e um debate sobre os “Incêndios Florestais de 2017, causas, consequências e políticas alternativas.
Na reunião da Câmara Municipal de Coimbra de 28 agosto, o Vereador da CDU Francisco Queirós votou contra a proposta conjunta do movimento “Somos Coimbra” e dos vereadores da coligação “Mais Coimbra”, com a seguinte declaração de voto:
“A CDU vota contra a proposta conjunta da aliança do PSD/CDS com o movimento “Somos Coimbra” relativamente à requalificação do IP3 e à exigência de construção de ligação rodoviária por Autoestrada entre Coimbra e Viseu.
A CDU tem vindo a exigir a urgência da requalificação do IP3, apoiando a luta das populações, em particular da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3, que desenvolveu um conjunto significativo de acções de impacto público, chamando a atenção para o elevado estado de degradação daquela que é a estrada que maior carga de trânsito tem na região centro, quer de automóveis ligeiros, quer de pesados, e que continua a ser uma das estradas com níveis de sinistralidade mais elevados no país.
Por várias vezes, e em sucessivos governos, foram anunciadas obras e prometida a requalificação da via. Obras sempre adiadas, estando por melhorar a acessibilidade, por garantir a segurança e por reduzir drasticamente a sinistralidade rodoviária no IP3.
Ao longo dos anos, o PCP manifestou-se em torno da exigência de requalificação do IP3, destacando nesse conjunto de acções a apresentação, em Abril de 2018 de um Projecto de Resolução na Assembleia da República onde propõe “a requalificação e alargamento do IP3, a sua manutenção sem portagens e em condições de segurança".
A proposta agora apresentada à Câmara pelo PSD/CDS e movimento independente “Somos Coimbra” é de enorme hipocrisia política. Embora, afirmem concordar com as obras de requalificação anunciadas para o IP3, exigem a construção de uma autoestrada naquele mesmo itinerário.
Ora, esta proposta neste momento visa adiar mais uma vez a solução que é urgente, dando preferência a uma autoestrada que a ser construída não resolve os problemas das populações, mas pelo contrário entregará a uma Parceria Público Privada a construção e exploração de uma via com portagens que não corresponde minimamente aos anseios e expectativas das populações.
O PCP e a CDU continuarão a manifestar o seu apoio - na Câmara de Coimbra e noutros órgãos - aos movimentos de utentes e sobreviventes e continuarão a intervir no sentido da concretização desta reclamação justa de utentes, empresários, autarcas e populações – a requalificação imediata do IP3, com duplicação da via e separador central e sem portagens.”
Perante a degradação das ligações rodoviárias de substituição do serviço ferroviário do Ramal da Lousã, a Comissão Concelhia de Miranda do Corvo do PCP distribuiu o seguinte comunicado à população:
"As ligações rodoviárias (CP/Metro Mondego) estão um caos. Autocarros avariam e os horários não são cumpridos. Em Julho e Agosto as avarias, atrasos e supressões são inúmeras, apenas alguns exemplos: - Portas funcionam mal ou não funcionam - No dia 3 de Agosto um autocarro circulou a partir de Coimbra com as portas permanentemente abertas. A segurança dos passageiros foi posta em causa. - 4 de Agosto - Miranda do Corvo - os Serviços Alternativos Rodoviários das 08.15 e 08.20 hrs falharam, só se realizando o das 09.20 hrs (cerca de 1.00 hr de espera). O autocarro substituído, no Padrão, esteve mais de 3.00 hrs (10.00/13.00 hrs) parado na estrada, aguardando reparação ou reboque. - 13 de Agosto - o Serviço das 20,25 hrs, oriundo da Lousã com destino a Coimbra, devido ao autocarro circular muito vagarosamente, motivado por avaria, foi substituído em Miranda do Corvo já com atraso de cerca de 15 minutos. - O ar condicionado muitas vezes avariado torna quase impossível utilizar os autocarros devido às altas temperaturas atingidas no seu interior e à falta de qualidade do ar, irrespirável na maior parte das situações. Acrescente-se ainda o facto de muitas vezes existir derrame de água sobre os passageiros (4/8 às 20,25).
Sr. Presidente da Câmara de Miranda do Corvo: Conhece o problema? Já tomou alguma iniciativa junto da empresa de transportes? E da Metro Mondego? Obteve alguma resposta?
Cada vez são mais notórios os motivos que justificam a extinçlão da Metro Mondego. Esta é uma Sociedade que só tem servido alguns em prejuízo de todos. É tempo de dar um “Murro na Mesa” e acabar com aquilo que somente tem originado o prejuízo das populações e da região, de forma vil, desonesta e incompetente. Quem permitiu o arranque dos carris não pode assobiar para o lado!
O PCP e a CDU não desistem da reposição dos CARRIS e do TRANSPORTE FERROVIÁRIO. Tudo temos feito para que isso se concretize. ATÉ LÁ EXIGIMOS TRANSPORTES DIGNOS!
O Partido Comunista Português, tem acompanhado de perto a actual situação dos Estaleiros Navais da Figueira da Foz, que, apesar de terem uma nova denominação (Atlantic Eagle Shipbuilding) continuam a debater-se com os velhos problemas, da crónica falta de apoio a esta indústria, pois, apesar de ser o suporte estratégico à “vocação marítima de Portugal”, nem por isso, ou talvez por isso, não tem tido particular simpatia das políticas de direita dos últimos anos, apostadas em erradicar tudo aquilo que seja factor de orgulho e de soberania nacional.
A presente situação de insolvência desta unidadeesta tem vários responsáveis sentados em diversas cadeiras do poder.
Em primeiro lugar, no Governo Central e nos respectivos ministérios do sector, totalmente de costas voltadas para o desenvolvimento e apoio à indústria tradicional portuguesa, que, no caso concreto, apesar dos compromissos assumidos para com um País amigo, que acreditou na capacidade industrial do nosso País e na sua boa fé, se vê agora defraudado, ficando em causa não apenas as futuras encomendas, mas, e principalmente, a credibilidade do Estado Português.
Em segundo lugar, uma administração portuária que tem sido também um “garrote” ao desenvolvimento de uma empresa que procura afirmar-se nesta actividade, mas que se vê confrontada com rendas mensais na ordem dos 30.000 euros.
Em terceiro lugar, uma autarquia, que, mais interessada em projectos de desenvolvimento urbanístico na margem sul, nunca sentiu que os Estaleiros Navais, foram e poderão continuar a ser marca capaz de projectar a Figueira da Foz, tal como aconteceu no passado recente, quer no País, quer no estrangeiro, e que deverá ser defendida como uma indústria “âncora” para a fixação e desenvolvimento de centenas de postos de trabalho, com potencialidade de desenvolvimento, inovação e investigação tecnológica nesta área.
Esta situação não pode continuar! É necessária uma solução sustentável que assegure a manutenção desta indústria, vital para a cidade, para a região e para o País!
Há soluções, bastando para as encontrar a coragem para cumprir as sempre anunciadas políticas de apoio à actividade económica, mas que se afigura bastante selectiva quanto aos destinatários.
Pela nossa parte, continuamos a ser fiéis aos compromissos assumidos para com os trabalhadores desta unidade industrial!
A Comissão Concelhia da Figueira da Foz do Partido Comunista Português.