Uma delegação da CDU, com a deputada do PCP Ana Mesquita, reuniu com Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3. A deputada do PCP reafirmou o conteúdo do projecto de resolução aprovado na AR, que recomendava a requalificação e duplicação do IP3, sem portagens. Os elementos da associação reafirmaram a necessidade de intervenção urgente nos pontos críticos do Botão, Espinheira e Livraria do Mondego. Na reunião foi sublinhada a importância da luta nos avanços verificados, mas também se alertou para a ausência de um calendário de obra. A CDU alertou ainda para o comprometimento de PS, PSD e CDS com os interesses ligados à exploração privada de rodovia. Esta convergência tem impedido a abolição de portagens nas ex-SCUT, o que suscita preocupações com o futuro modelo de gestão desta importante via, que poderá comprometer o desenvolvimento e a mobilidade desta região.
A Deputada do PCP, Ana Mesquita, realizou uma série de contactos em torno da defesa do transporte ferroviário no distrito de Coimbra. Contactou com a população em Miranda do Corvo, reuniu com o Sindicato dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) e contactou com a população na Estação Nova em Coimbra.
Com esta acção o PCP e a CDU reafirmaram que destruir ferrovia é andar para trás! Reforçaram o empenho em defender a reposição das Linhas dos Ramais da Lousã e da Figueira/Pampilhosa, em defender a Estação Nova em Coimbra, garantindo a ligação à rede ferroviária nacional. A delegação da CDU abordou a necessidade de melhorar o serviço no Ramal de Alfarelos e na linha do Oeste, cujos utentes se queixam de atrasos constantes. Foi feito um balanço preocupante da evolução do transporte ferroviário no distrito. O desaparecimento das oficinas da EMEF em Coimbra e Figueira, a dispensa de trabalhadores, o recurso a outsourcing de empresas exteriores, a sobrecarga da linha do Norte e o envelhecimento do material degradaram a capacidade de resposta neste importante sector, tanto na manutenção de via como do material circulante.
O PCP e a CDU reafirmaram o seu compromisso de defesa do transporte ferroviário enquanto transporte de futuro!
Uma delegação da CDU, integrada pelo deputado e candidato ao Parlamento Europeu João Pimenta Lopes e pela candidata Laura Tarrafa, visitaram o Hospital Geral dos Covões, a Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra e reuniram com elementos do Movimento + Saúde para o Hospital do Lorvão.
Esta visita teve como objectivo conhecer a realidade dos serviços de saúde de Coimbra, afirmar a defesa e valorização do Hospital dos Covões, tão afectado pelas consequências da fusão dos hospitais de Coimbra, afirmar a proposta de investimento imediato e urgente nas Maternidades de Coimbra e a construção de uma nova maternidade no espaço do Hospital dos Covões, com capacidade para os cerca de 5000 partos que actualmente se fazem na duas maternidades. Em Lorvão a CDU reafirmou o seu apoio à conversão das instalações do Hospital numa unidade pública de cuidados continuados, que tanta falta tem feito ao SNS.
No Hospital dos Covões e na Maternidade a CDU foi recebida pelo presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) que acompanhou a visita às instalações e a diversos serviços. A CDU pode confirmar os elevados níveis de qualidade de serviços como as urgências, os serviços de cardiologia, a hemodiálise, entre outros. Quanto às urgências, um serviço moderno, bem equipado e organizado, com capacidade de resposta, e com crescente procura, sobretudo desde que passou a abrir, entre as 9h00 e as 22h00, todos os dias da semana, onde o maior constrangimento é o encerramento durante a noite, entre as 22h00 e as 9h00 da manhã. Constatou-se a necessidade de continuar a haver intervenção nas instalações do hospital, modernizando-as, tornando-as mais funcionais e adequadas aos vários serviços; sem esquecer a necessidade de aquisição de modernos equipamentos, que substituam os obsoletos.
Da parte da tarde, apesar da visita se ter restringido à Maternidade Bissaya Barreto, a informação abrangeu também a Maternidade Daniel de Matos. Com grande dedicação, esforço e sobrecarga de trabalho dos seus profissionais, as maternidades realizam cerca de 5.000 partos por ano. Aparece como grande preocupação a necessidade de continuar a intervir-se nas instalações para criar melhores condições de funcionalidade, e de contratar mais profissionais, tendo sido realçado o facto de mais 50% do quadro clínico já ter mais de sessenta anos de idade, o que levará a que dentro de cinco anos estará na reforma, quadro que se agravou pelo facto de durante dez anos não se ter admitido qualquer médico. Esta falta de renovação cria dificuldades no assegurar das urgências e sobrecarrega dos médicos que asseguram a urgência.
O conselho de administração mantém a ideia, na lógica da fusão oito hospitais de Coimbra, de encerrar estas duas maternidades, situadas em espaços apetecíveis, e de as substituir por uma maternidade a criar na área dos HUC, espaço já de si muito sobrecarregado e de acessos muito congestionados, sobretudo em horas de ponta, o que conduziria à canalização do excedente de partos, pela falta de resposta, para o negócio privado da saúde, para as clínicas privadas que já existem e que poderão vir a ser criadas em Coimbra. A solução passa por investimentos urgentes que travem a degradação das maternidades, modernizem as instalações e serviços, assegurem a qualidade e segurança e forneçam aos profissionais todas as condições que permitam assegurar o exercício pleno das suas funções. São necessários mais médicos, mais enfermeiros, mais assistentes operacionais e outros profissionais que garantam as necessidades destas duas maternidades e do hospital dos Covões, e que se estude a possibilidade da construção de uma Maternidade na área dos Covões, aproveitando as sinergias existentes neste hospital, e se recupere para ele os serviços, especialidades e valências para que também sirvam de suporte a essa mesma maternidade.
Para tal há que romper com os constrangimentos impostos pela União Europeia, por forma a permitir os investimentos públicos necessários à saúde e a estas unidades hospitalares em particular.