A Direcção da Organização Regional de Coimbra do PCP vai
promover um debate sobre a Situação no Norte de África no próximo dia 24
de Março de 2011, pelas 21 horas na Casa Municipal da Cultura em
Coimbra. No debate participará Luis Carapinha da Secção Internacional do
PCP.
24 MARÇO I 21H I CASA DA CULTURA
DEBATE com: Luis Carapinha
Secção Internacional do PCP
O Governo decidiu dar mais um golpe na sobrevivência do Rio Mondego.
Depois da extracção desenfreada das areias para tapar buracos orçamentais, depois da construção de açudes, alguns sem qualquer utilidade e todos sem salvaguarda de condições para a transposição da fauna e das actividades turísticas;
Depois da luta das populações, dos Amigos do Mondego, da Confraria da Lampreia, dos Restaurantes e de várias forças vivas empenhadas na defesa do nosso rio,
Depois da acção empenhada deste Partido, tanto a nível local, como a nível nacional, nomeadamente na Assembleia da República.
Eis que renascia a esperança, com a construção da escada de peixe no açude-ponte de Coimbra, que iria permitir a subida das espécies piscícolas, entre elas a lampreia e o sável, preciosidades da nossa gastronomia e alavanca do desenvolvimento turístico do nosso concelho.
Numa altura em que se começavam a equacionar medidas de correcção ou eliminação dos piores disparates, como o açude da Rebordosa/Louredo, que estrangula o rio e impede a passagem normal das canoas.
GOVERNO AGE PELA CALADA E PREJUDICA O CONCELHO
Depois de tudo isto, vem o Governo, mais uma vez à socapa, sem qualquer discussão pública com os principais interessados empresas e utilizadores do rio, associações do ambiente, autarquias, etc, - desferir o “golpe de misericórdia” no Rio Mondego, e uma vez mais para tapar buracos orçamentais, querendo construir uma mini-hidrica na zona do Caneiro, que a ir para a frente, será um muro ao desenvolvimento deste concelho no aspecto turístico, com esse muro acabará a importante actividade de animação turística ligada à canoagem, que actualmente mais turistas traz a Penacova e que pode potenciar muitas outras actividades paralelas, como o temos demonstrado.
AMBIENTE E APROVEITAMENTO TURÍSTICO EM RISCO
Com esse muro, destroem-se postos de trabalho actuais e impede-se a criação de outros, que o desenvolvimento das actividades ligadas ao turismo proporciona;
Com esse muro, dá-se mais um golpe na fauna do rio e põe-se em causa todo o investimento que está a ser feito com a construção da escada de peixe.
O PCP EXIGE MAIS RESPEITO PELAS POPULAÇÕES E PELO AMBIENTE!
Mondego, das associações ambientalistas, dos restaurantes e das empresas de animação turística, na luta contra esse muro e exorta toda a população a insurgir-se contra mais este ataque ao nosso Rio.
O PCP tem manifestado, nos órgãos autárquicos em que está representado, a sua frontal oposição a este atentado e, mais uma vez, irá questionar o Governo, na Assembleia da República, sobre as suas intenções para o Rio e sobre a contradição deste investimento com o outro investimento que está a ser feito na escada de peixe.
O PCP EXIGE RESPEITO PELO CONCELHO E PELA GESTÃO DO INVESTIMENTO PÚBLICO
O Governo não tem em
conta as dificuldades económicas das famílias. Não bastava o aumento das
taxas, o corte na comparticipação dos medicamentos e os cortes nos
apoios sociais (Abono de Família, Pensões, etc) tem-se verificado a
cobrança agressiva, nomeadamente nos Hospitais da Universidade de
Coimbra, a funcionários e utentes do Serviço Nacional de Saúde, de taxas
referentes a consultas realizadas há vários anos.
O Governo faz cobranças retroactivas, de legalidade duvidosa, com base
na lei do Orçamento de Estado de 2011, com prazos muito limitados de 10
dias e aplicação de coimas elevadas de 5 vezes o valor das taxas, nunca
inferiores a 100€.
Enquanto isto milhares de portugueses não têm médicos
de família, muitos milhares de idosos não conseguem aviar as receitas na
farmácia e muitos deixam de ir a consultas porque não têm capacidade de
pagar o transporte e as taxas. É Um saque ao bolso dos utentes!
TAXAS MODERADORAS SÃO INJUSTAS
As taxas moderadoras desrespeitam a Constituição da República, que prevê que o acesso à saúde deve ser tendencialmente gratuito.
PS, PSD e CDS querem convencer-nos que estas taxas visam moderar e moralizar o acesso mas a verdade é que a introdução destas taxas visa transferir cada vez mais custos da saúde para o utente. O aumento das taxas moderadoras é o reflexo de uma política de direita de desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde.
PCP APRESENTOU PROPOSTA PARA ELIMINAR TAXAS
PS, PSD e CDS votaram contra
PS, PSD e CDS rejeitaram o projecto lei do PCP para eliminar as taxas moderadoras. Os partidos da política de direita mostraram-se fieis ao seu lema de “quem quer saúde, paga-a”!
O PCP APELA À LUTA EM DEFESA DO SNS!
A SAÚDE É UM DIREITO NÃO PODE SER UM NEGÓCIO
No próximo dia 26 de Fevereiro, Sábado,
no Auditório do IPJ - Coimbra, das 10h30 às 18h00, Partido
Comunista Português realizará um Encontro
sobre "Agricultura Familiar e Mundo Rural - Soberania Alimentar para
Portugal".
No Encontro participará o Secretário
Geral do PCP, Jerónimo de Sousa.
Esta iniciativa insere-se na campanha nacional "Portugal a Produzir" com
o objectivo de afirmar o valor estratégico da produção nacional para o
aproveitamento de todas as potencialidades e recursos do país, para a
criação de emprego, para o combate é dependência externa, para a
afirmação de uma via soberana de desenvolvimento.
Num momento em que se adensam as preocupações face à capacidade de
Portugal em garantir a sua soberania alimentar, este Encontro quer ser
um grito de alerta e um firme compromisso com o desenvolvimento das
potencialidades agrícolas de Portugal.
No âmbito de uma outra política para a agricultura e o mundo rural, a
defesa da Agricultura e da Floresta deve constituir uma prioridade das
políticas públicas que permita combater o défice agro-alimentar (na
ordem dos 4 mil milhões de euros por ano), criar emprego, dinamizar as
economias locais e rurais.
A situação actual reclama medidas urgentes no apoio à produção e ao
rendimento dos agricultores, na concretização de importantes obras
públicas e no integral aproveitamento de outras como o Alqueva, na
concretização de um Plano Nacional de (re)Florestação, medida que tenham
também como objectivo a concretização de uma nova Reforma agrária nos
campos do sul com a liquidação da propriedade latifundiária e a
racionalização fundiária pelo livre associativismo no Norte e Centro do
país, respondendo assim às questões do emprego, da soberania e segurança
alimentar do país.