Reunião de quadros preparatória do XX congresso do PCP. Com Alexandre Araújo do Secretariado do CC do PCP.
Reunião de quadros preparatória do XX congresso do PCP. Com Alexandre Araújo do Secretariado do CC do PCP.
O Secretário-Geral esteve em Coimbra no comício integrado na campanha
nacional «Mais direitos, mais futuro. Não à precariedade» que o PCP
está desenvolver em todo o País. Uma campanha que se insere numa acção
mais geral do Partido, onde se combina a sua acção e intervenção junto
dos trabalhadores, visando o fortalecimento da sua organização, unidade e
luta, com uma intervenção institucional própria, com iniciativa e
propostas, nomeadamente na Assembleia da República, para responder aos
anseios e interesses dos trabalhadores.
Perante uma plateia que enchia o Teatro Paulo Quintela da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Jerónimo de Sousa afirmou que "é necessário e inadiável promover a estabilidade de emprego, cumprindo e fazendo cumprir o direito ao trabalho e à segurança no emprego previsto na Constituição da República Portuguesa, assegurando que a postos de trabalho permanentes correspondam vínculos de trabalho efectivos, bem como erradicar todas as formas de precariedade. E nessa batalha os trabalhadores podem contar com o PCP com a sua iniciativa nas instituições, mas também com a acção dos seus militantes, lá na empresa, no local de trabalho, onde as coisas se decidem também e para a solução das quais é preciso agir".
"Como podem contar com o PCP, com a sua iniciativa e proposta no combate à desregulação do horário de trabalho e na luta pela exigência do respeito pelos seus limites diários e semanais, a garantia de dois dias de descanso semanal e a revogação das normas que instituem sistemas de bancos de horas e de adaptabilidade, grupal ou individual. Podem contar com o PCP nessa luta mais geral pela redução da jornada diária de trabalho, na qual se enquadra a luta actual pela reposição do horário de 35 horas semanais na Administração Pública. Uma luta justa que queremos ver concretizada no próximo dia 1 de Julho para todos os trabalhadores da Administração Pública, repondo o horário que vigorava e que o Governo do PSD/CDS abusivamente alterou. Uma justa luta que queremos ver alargada a todos os trabalhadores do sector privado, como é objecto também de uma proposta do PCP entregue na Assembleia da República e que consagra as 35 horas como jornada semanal de trabalho", disse.
Apelando à participação dos trabalhadores na Semana Nacional de Luta convocada pela CGTP-IN, o Secretário-Geral sublinhou que "a gravidade dos problemas que estão colocados na vida dos portugueses não prescindem, antes exige uma permanente iniciativa e acção do nosso Partido e a luta dos trabalhadores e do nosso povo. É por tudo isto também que daqui expressamos a nossa solidariedade à Semana Nacional de Luta, que ontem começou e que se vai prolongar até 20 de Maio, decidida pela CGTP e apelamos ao empenhamento dos trabalhadores para garantir o seu êxito".
"Temos pela frente muito trabalho. Temos pela frente muita luta a desenvolver e a travar pela defesa, reposição e conquista de direitos dos trabalhadores e do povo. Neste novo quadro político, estamos agindo, propondo, lutando para servir os trabalhadores, o povo e, sempre e sempre, a estimular a sua participação e a sua luta que em todos os tempos e em todas as circunstâncias mostrou ser o motor que faz avançar a roda da história. Participação e luta que continuam a ser essenciais para assegurar o objectivo de defender, repor e conquistar direitos e certos de que todos juntos somos uma força imensa e capaz de por a vida a andar para a frente", afirmou Jerónimo de Sousa.
Sessão
do PCP, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, sobre o Projecto de
Resolução de Reversão da Fusão dos Hospitais de Coimbra. A sessão contou
com a participação de muitos profissionais da saúde que comprovaram que
a fusão dos Hospitais de Coimbra conduziu ao desmantelando de unidades
de saúde, encerrando valências, desestruturando equipas, conduzindo à
perda de capacidade de resposta dos serviços públicos, favorecendo unidades de saúde privadas que proliferam em Coimbra e que é fundamental reverter este caminho!







