Os trabalhadores tem manifestado o seu descontentamento sobre um conjunto de atitudes e procedimentos da empresa que aqui denunciamos.
Férias
A empresa usa e abusa do
recurso á alteração das férias, depois de afixadas, atitude que se
repete ano após ano, como forma de suprir a sua falta de planificação do
trabalho.
Muitas das vezes esta alteração é posta aos
trabalhadores quando já tem a vida familiar orientada e por vezes
compromissos assumidos.
Este ano repetiu-se a situação , tendo mesmo a empresa comunicado que não poderia haver férias entre Julho e Setembro.
A indignação dos trabalhadores levou a empresa a permitir que alguns tivessem férias neste período.
A lei diz que as férias, em caso de falta de acordo, devem ser marcadas
pela entidade patronal entre 1 Maio e 31 Outubro e que deve estar
afixado em local visível a todos os trabalhadores entre 15 de Abril e
31 Outubro.
A alteração das férias, após a afixação do mapa, terá de
ter o acordo do trabalhador e a empresa terá que fundamentar o motivo
porque altera as férias.
A empresa terá que planificar o trabalho de
forma a cumprir com as férias afixadas no mapa e a respeitar a
organização da vida pessoal, social e familiar dos trabalhadores.
É prática da empresa aplicar ilegalmente o banco de horas.
Toda e qualquer hora extraordinária deve ser paga conforme a lei e a contratação colectiva.
Aos Trabalhadores da
Dancake Mesmo que seja em tempo a gozar deve ter em conta esta
proporcionalidade e não o que empresa faz que atribui a hora a singelo
indiscriminadamente e coloca em banco de horas todas as inferiores a 4.
A Empresa aplica ilegalmente a polivalência
Desta forma não cumpre a contratação colectiva em vigor no que
respeita ás carreiras profissionais e conteúdos funcionais de cada
profissão.
Tal atitude será prejudicial também para a empresa pois
dificulta o grau de especialização dos trabalhadores, da qualidade de
serviço e da produção.
Trabalho Temporário
A empresa utiliza
como expediente, através de empresa de trabalho temporário, a
contratação de trabalhadores com contrato sem termo, que na sua maioria
trabalham um mês, vão para casa e no mês seguinte voltam a ser chamados
sempre com o argumento do aumento excepcional da produção da empresa.
Muitas das vezes estes trabalhadores são substituídos de forma rotativa
e entrando com a categoria de aprendizes executam tarefas de operários
especializados.
Desta forma a empresa foge á contratação com vinculo permanente.







