Assistimos na última semana, na Assembleia Municipal da Figueira da Foz, ao atropelo das mais elementares regras democráticas e de direito quando representantes legítimos das autarquias para as quais foram eleitos se aliaram numa coligação de ocasião, movida sabe-se lá por que interesses, para votarem a destruição das mesmas.Desejosos de mostrar trabalho feito, os deputados do PSD apresentaram, em enquadramento quanto a nós ilegal, uma proposta de supressão de quatro freguesias que, ainda na véspera e segundo todos os rumores, implicava Vila Verde – e que muito possivelmente apenas não se concretizou dada a grande resposta da população da freguesia na primeira e segunda sessões da Assembleia Municipal –, bem hajam por isso.
Com um forte aparato policial frente à Câmara Municipal, a votação registaria o frete da maioria dos deputados do PSD, do Movimento Figueira 100% e dos presidentes de junta do PSD, que decidiria a extinção de S. Julião, Brenha, Borda do Campo e Santana, os quais, sob o olhar dos fregueses presentes, rasgaram os pareceres das Assembleias de Freguesia, e, conjuntamente, as vontades daqueles que os elegeram como representantes supremos. (Distinção seja dada às honrosas excepções!)
Apesar de não ter sido extinta pela proposta aprovada, a freguesia de Vila Verde acaba por sair fragilizada desta situação porque despojada, por Lavos, da zona da Morraceira – com toda a área usurpada que isso representa –, como se esta pseudo-comissão liquidatária do concelho tivesse legitimidade para redesenhar as confrontações geográficas das freguesias do concelho.
COMUNICADO







