Os eleitos do PCP na Assembleia Municipal de Coimbra, fizeram questão de estar presentes nas lutas estudantis no ensino secundário que se desenrolaram na semana de 23 a 27 de Março.
Luta pela valorização e recuperação do edificado que em muitas escolas se encontram em avançado grau de degradação, como é exemplo da escola Jaime Cortesão ou da D.Dinis.
Luta contra os atropelos à democracia nas escolas, luta contra a falta de pessoal, professores, funcionários, psicólogos.
Luta contra o desinvestimento na escola pública e pela sua valorização enquanto elemento central da democracia.
Em todas as escolas onde a luta se deu, os estudantes protestaram contra a quantidade e qualidade das refeições escolares.
Note-se que esta tem sido uma batalha antiga do PCP e dos seus eleitos em Coimbra. Por varias vezes foi proposto que não fossem renovados os contratos de concessão das refeições a privados e que a confecção retornasse ás escolas e que as matérias primas fossem adquiridas a produtores locais.
O caminho seguido é exatamente o inverso com consequências visíveis na qualidade das refeições. Seria estranho que um tão largo consenso dos estudantes quanto a isto não correspondesse a uma realidade efetiva.
A carta educativa de Coimbra previa um conjunto de obras e de investimentos nas escolas em Coimbra, com prazos e montantes definidos.
Perante os protestos dos estudantes, e aquilo que conhecemos da situação do parque escolar, algumas perguntas merecem ser colocadas e naturalmente respondidas.
Qual a situação das obras previstas na carta educativa, o seu grau de execução e medidas em curso para suprir atrasos eventuais?
A maioria é suportada por partidos que anteriormente defenderam e estiveram de acordo com o PCP no regresso da não renovação de contratos externos nas refeições escolares, o PCP continuará a apresentar esta proposta, estarão disponíveis para a concretizar?









